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Brasília, 1962. A idéia parecia absurda. Henrique Raupp e Eduardo Taurisano tiveram muito trabalho junto às autoridades federais para puder levar adiante o que parecia apenas uma loucura: realizar uma prova de 1000 km nas jovens ruas de Brasília. |
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Autódromo Internacional Nelson Piquet |
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1000 Km de Brasília |
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21ª edição 2004 |
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a prova automobilística mais tradicional da capital do Brasil |
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Tel: (61) 340 0987 Fax: (6) 340 5852 1000km@racecontrol.com.br |
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42 Anos de História 1962 - 2004 |
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Não era a primeira vez que a dupla organizava uma corrida de carros na recém inaugurada capital do país. Desde 1960, os "volantes" , como eram chamados na época em que "pilotos" eram somente para aviões, podiam conferir sua perícia na rodoviária em provas curtas. Houve até a primeira prova aberta a mulheres, antes mesmo de ser adotado o nome "corrido do batom", oficializado alguns anos mais tarde em São Paulo. |
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Mas, desta vez, a façanha era bem maior. Para que os vencedores pudessem cruzar a linha de chegada ainda na tarde de Domingo, a largada foi dada um pouco antes do sol nascer, as 4h40 da manhã. E já os grandes nomes do automobilismo da época, como Chico Landi, Camilo Cristófaro, Antônio Carlos Avalone, Christian Heins e Mário Oliveti, prestigiaram a 1ª ediçã0 de uma prova que ia tornar-se, anos mais tarde, a mais tradicional corrida de longa duração do automobilismo brasiliense e, sobretudo um sucesso popular jamais repetido na história da cidade. (conheça mais sobre os circuitos) |
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As edições dos 1000 KM DE BRASÍLIA se transformaram em marcos históricos cheios de histórias. Sem elas, a magia das provas de longa duração não conquistaria, com a mesma intensidade, pilotos, equipes e público. Histórias como a do carro JK, da Fábrica Nacional de Motores - FNM, que, além de participar dos 1000 km teve que servir de transporte para a vinda de seus pilotos à Brasília. Mário Oliveli e Hélio Rodrigues viajaram de Petrópolis à Brasília dirigindo o JK, terminaram a prova em segundo lugar e voltaram dirigindo para o Estado da Guanabara. Ou como aquela história dos "garotões" que, no final dos anos sessenta, para impor respeito ao resto da "tchurma", pintavam seus carros com patrocinadores e números, trocavam o escapamento, passeavam na semana anterior nos "points" da época e depois desapareciam no dia da prova, da qual nunca realmente tinham previsto participar. |
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Ou ainda, a história da prova de 1970, que seria a última edição em circuito de rua. Na hora dos carros alinharem no grid de largada, o diretor de prova chegou alucinado - a cronometragem havia perdido todos os tempos da classificação. A prova foi adiada por três horas e os pilotos "convidados" a realizar uma nova sessão de treino oficial. Único problema: a chuva, que já molhava as ruas desde o início da noite, iria modificar a posição das equipes. Os pilotos que se recusaram a participar do treino extra foram impedidos de alinhar no grid, mas, mesmo assim, muitos conseguiram largar e participar até o primeiro reabastecimento, quando foram presos pela polícia. |

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Mas os 1000 km foram também por grandes momentos do automobilismo brasileiro. As décadas de 60 e 70 foram marcadas por emocionantes disputas e pelas vitórias e participações de José Carlos Pace, Luís Pereira Bueno, Piero Gância, Chico Landi, Marivaldo Fernandes, Toninho da Matta, Emerson e Wilson Fittipaldi, Alfredo Guaraná, Lian Duarte, Chico Lameirão, Nelson Piquet, Bob Sharp, José Catanha, Paulo César Lopes, Ruyter Pacheco e tantos outros, incluindo os que abandonaram as pistas e foram "tentar" seguir outra carreira, como por exemplo Luiz Estevão, Paulo Sérgio Valle, Paulo Henrique Baeta, André Gustavo Stumpf e Jaime Câmara Jr. Dentre estes pilotos, o destaque vai para Paulo Gomes, o Paulão, único a vencer quatro vezes (74, 76, 80, 81). Seguem, com três vitórias, José Carlos Pace (67, 68, 69), com duas, Marivaldo Fernandes (66, 69), Bob Sharp (75, 76) e João «Capeta» Palhares (80, 81), com uma vitória, Antônio Carlos Avalone e António Carlos Aguiar (62), Piero Gância (66), Wilson Fittipaldi Jr (67), Luis Pereira Bueno (68), Toninho da Matta e Clóvis da Gama Ferreira (70), Antônio Castro Prado (74), Edgar de Meio Filho (75), Alfredo Guaraná e Paulo Valiengo (82), Renato Conill e Aroldo Bauerman (83), Jayme Figueiredo e Xandy Negrão (84), Luís "Pitoco" Rosenfel e Valdir Florença (85). |


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Nenhum brasiliense conseguiu vencer a prova até a 15ª edição, apesar da "pole position" de Catanha em 1976. O melhor resultado de uma dupla candanga foi, em 1975, o segundo lugar de Catanha e Ruyter Pacheco, pilotando um Maveric. |

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Em 1999, por iniciativa do tricampeão Nelson Piquet, a prova voltou a ser realizada, tendo como atrações o vencedor da última edição (1985) - o paulista Valdir Florenzo, o protótipo BMW do próprio Piquet e a estréia da categoria Espron. Na última edição da prova no século XX, Nelson Piquet conseguiu alcançar a sua primeira vitória correndo com seu sobrinho, Rodrigo Piquet. Na edição, em 2001, a última equipe vencedora foi composta por Flávio de Andrade (RJ), Ruyter Pacheco (DF) e Felipe Giaffoni (SP). |
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Em 2002, a 19ª edição valeu pela segunda etapa do 1º Campeonato Brasileiro de Endurance e teve como vencedores Nelson Ângelo Piquet ao lado de seu pai, o tricampeão Nelson Piquet e de João Sant'Anna e Arialdo Pinho. |


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Em 2003, a prova foi a primeira etapa do 2º Campeonato Brasileiro de Endurance e teve como vencedores Xandy Negrão, Luis Paternostro e Paulo Bonifácio com um Porsche GT3 RS. |
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